Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira
Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira
Human Behavior Map: do DNA ao Corpo-Território
Imagine entrar em uma área de Mata Atlântica sem trilha.
O corpo observa.
O corpo escuta.
O corpo sente o chão.
Entre folhas, galhos, raízes, pedras, cipós e árvores, surge uma pergunta silenciosa:
por onde a vida pode continuar?
Uma raiz vira apoio.
Uma abertura entre folhas vira direção.
Um espaço entre galhos vira caminho.
Um tronco inclinado vira referência.
O movimento nasce da percepção das possibilidades.
Quando a atenção encontra passagem, o corpo se desloca.
Quando o corpo percebe caminho, o APUS se amplia.
Quando o APUS se amplia, o Tekoha começa a respirar.
Esse insight da mata ajuda a compreender o Blog 9.
O Corpo-Território se move melhor quando percebe o que pode fazer, por onde pode passar, como pode ajustar o passo e como pode seguir com presença.
A atenção que procura caminhos amplia o APUS.
A atenção que fica presa em impedimentos estreita o APUS.
Por isso, no Human Behavior Map, o direito de viver onde o corpo respira é também o direito de formar um Tekoha capaz de perceber possibilidades.
Tekoha: o APUS vivendo dentro do corpo
Tekoha é o lugar onde se vive.
E também é a memória viva do APUS dentro do corpo.
É a representação interna da Propriocepção Estendida.
É aquilo que o Corpo-Território aprendeu a sentir como mundo, casa, alimento, costume, crença, grupo, perigo, desejo, pertencimento e futuro.
Na Mente Damasiana, a mente nasce da relação entre interocepção e propriocepção.
No Human Behavior Map, essa relação se amplia:
Interocepção + Propriocepção = Mente Damasiana.
Propriocepção Estendida = APUS.
APUS internalizado no corpo = Tekoha.
Tekoha é o território que virou memória corporal.
É o APUS vivendo dentro da interocepção.
A casa fica dentro do corpo.
A comida fica dentro do corpo.
A escola fica dentro do corpo.
A língua fica dentro do corpo.
A crença fica dentro do corpo.
A paisagem fica dentro do corpo.
O grupo fica dentro do corpo.
A alegria fica dentro do corpo.
A esperança fica dentro do corpo.
O medo também fica dentro do corpo.
Tudo isso forma o Tekoha.
Yãy hã mĩy e a formação do Tekoha
O Tekoha nasce pelo viver.
Ele é formado pelo Yãy hã mĩy, conceito de origem Maxakali, que trabalhamos como o processo de imitar-se SER para transcender-se SER.
A criança aprende imitando.
Imita o olhar.
Imita o tom de voz.
Imita o alimento.
Imita o gesto.
Imita a coragem.
Imita a reza.
Imita a raiva.
Imita a forma de amar.
Imita a forma de obedecer.
Imita a forma de pertencer.
Cada imitação deixa marcas no corpo.
Essas marcas formam caminhos internos.
Esses caminhos internos formam Tekoha.
O ser humano imita.
E também pode transcender aquilo que imitou.
Quando a gente percebe uma crença, um costume, uma tensão ou um medo como algo aprendido, abre-se a possibilidade de Metacognição.
Nesse momento, o Tekoha deixa de ser repetição automática e vira caminho de transformação.
A gente acolhe a própria história.
A gente percebe a própria história dentro do corpo.
E então pode escolher melhor o que continua nos movendo.
APUS: o campo dos movimentos possíveis
APUS é a Propriocepção Estendida.
A propriocepção tradicional permite perceber a posição do corpo: mão, pé, coluna, cabeça, movimento.
Mas o corpo humano sente também o espaço.
Sente a parede perto demais.
Sente a rua insegura.
Sente a sala apertada.
Sente a escola fria.
Sente a praça acolhedora.
Sente a floresta respirando.
Sente a paisagem abrindo futuro.
APUS é o campo dos movimentos possíveis percebidos pelo Corpo-Território.
Na mata, APUS é perceber onde o pé pode apoiar.
Na escola, APUS é perceber onde a atenção pode crescer.
Na casa, APUS é perceber onde o corpo pode descansar.
Na cidade, APUS é perceber onde a convivência pode acontecer.
Na política, APUS é perceber onde a vida coletiva pode se organizar.
Quando esse APUS é repetido muitas vezes, ele vira memória corporal.
Essa memória é Tekoha.
Papel, Pedra e Tesoura: uma brincadeira para entender o cérebro
O Human Behavior Map usa a brincadeira Papel, Pedra e Tesoura para levar às crianças, adolescentes e adultos uma forma simples de perceber como o próprio cérebro pode estar ativando em cada momento.
Pedra, Tesoura e Papel são modos de organização do Corpo-Território.
A brincadeira vira linguagem pedagógica.
A criança pode perguntar:
estou em Pedra?
estou em Tesoura?
estou em Papel?
Essa pergunta já abre Metacognição.
Ela ajuda a perceber o próprio corpo funcionando.
Ajuda a perceber o próprio pensamento se movendo.
Ajuda a perceber quando o grupo amplia ou estreita os caminhos possíveis.
Pedra: rapidez, automatismo e proteção
Pedra é rapidez.
Pedra é ação.
Pedra é automatismo.
Pedra é o pensar rápido descrito por Daniel Kahneman.
O corpo percebe.
O corpo reage.
O corpo decide.
O corpo replica.
O corpo protege.
O corpo ataca.
O corpo congela.
O corpo foge.
O corpo executa.
Na Zona 1, Pedra é fundamental.
Permite andar, dirigir, cozinhar, escrever, tocar piano, responder a um perigo e realizar tarefas repetidas com eficiência.
A Pedra oferece velocidade ao Corpo-Território.
Ela sustenta boa parte da vida cotidiana.
Na mata, Pedra aparece quando o corpo ajusta o passo rapidamente.
A raiz surge.
O pé responde.
O galho toca o braço.
O corpo desvia.
A Pedra trabalha a favor da vida.
Tesoura: recorte, classificação e discernimento
Tesoura é análise.
Tesoura é recorte.
Tesoura é classificação.
Tesoura é escrutínio.
Tesoura é o pensar devagar de Kahneman.
Aqui o pré-frontal ganha protagonismo.
A pessoa compara.
Organiza.
Questiona.
Classifica.
Separa.
Escolhe.
A Tesoura permite discernimento.
Ela ajuda a separar crença de evidência, impulso de decisão, medo de realidade, caminho de repetição automática.
Na pesquisa científica, Tesoura é essencial.
Na política pública, Tesoura é essencial.
Na educação, Tesoura é essencial.
Na vida cotidiana, Tesoura ajuda o Corpo-Território a perceber com mais precisão.
Esse Eu Tensional da Tesoura pode vir acompanhado de foco intenso, respiração mais curta e alta, aumento de CO₂ de aproximadamente 40 para 45 mmHg e vasodilatação cerebral, especialmente em regiões pré-frontais envolvidas em controle, classificação e tomada de decisão.
A Tesoura produz precisão.
Mas, na brincadeira Papel, Pedra e Tesoura, quem vence a Tesoura é a Pedra.
Isso nos lembra que, depois de analisar, classificar, recortar e planejar, o Corpo-Território precisa voltar ao fazer.
A Pedra incorpora a ação prática.
Ela transforma o que foi planejado em gesto, movimento, tentativa, execução e experiência.
Mas a Pedra também precisa encontrar o Papel.
Porque o Papel vence a Pedra.
O Papel abre Fruição e Metacognição sobre o fazer incorporado.
É aqui que a gente questiona a fé cega em um plano, em um costume, em uma crença ou em um fazer que pode estar sustentado por vieses cognitivos.
Assim, a brincadeira ensina:
Tesoura analisa.
Pedra faz.
Papel contempla, percebe e amplia.
O ciclo saudável do Corpo-Território é analisar, fazer, perceber e transformar.
Papel: Fruição, Metacognição e Zona 2
Papel é o conectoma da Fruição com Metacognição.
É o estado em que o fazer e o ser se contemplam.
A ação continua acontecendo.
E o corpo percebe a ação acontecendo.
O ser percebe o fazer.
O fazer revela o ser.
Aqui aparece o Yãy hã mĩy de alta performance.
É o imitar-se SER para transcender-se SER com presença, pertencimento e liberdade interna.
Na Zona 2, aparecem:
Fruição.
Metacognição.
Criticidade.
Pertencimento.
Criatividade.
Respiração.
Presença.
Escolha.
Na Zona 2, a pessoa percebe seus Eus Tensionais e escolhe como utilizá-los.
Ela percebe:
“este é meu Eu Professor, e eu sou mais do que ele.”
“este é meu Eu Político, e eu sou mais do que ele.”
“este é meu Eu Ferido, e eu sou mais do que ele.”
“este é meu Eu que aprendeu a obedecer, e eu sou mais do que ele.”
É aqui que o Tekoha pode ser visto.
E quando o Tekoha pode ser visto, ele pode ser transformado.
Zona 1: os Eus Tensionais em tarefa
Na Zona 1, os Eus Tensionais estão ativos para realizar tarefas.
O Eu Professor.
O Eu Pesquisador.
O Eu Pai.
O Eu Mãe.
O Eu Músico.
O Eu Político.
O Eu Motorista.
O Eu Trabalhador.
Esses Eus Tensionais organizam movimento, atenção, postura, linguagem, memória, energia e decisão.
Na Zona 1 saudável, o corpo assume a tensão necessária para o fazer.
O fazer encontra seu próprio encerramento.
O corpo realiza a tarefa.
O corpo devolve a tensão ao território.
O próximo momento pode nascer inteiro.
Zona 2: quando o grupo vira força de pertencimento
Na Zona 2, o pertencimento sustenta liberdade interna.
O grupo amplia caminhos.
O grupo acolhe.
O grupo protege.
O grupo distribui força.
O grupo sustenta confiança.
O grupo regula vida.
É aqui que surge o Jiwasa Verdadeiro.
Na Zona 2, a experiência profunda é:
eu sou a força do grupo que me move.
Isso preserva o eu.
E revela o nós.
O grupo vive em mim.
Eu vivo no grupo.
E ambos permanecem capazes de Metacognição.
O Jiwasa Verdadeiro permite que a pessoa se mova com o grupo sem entregar sua criticidade.
Permite pertencer e pensar.
Permite cooperar e criar.
Permite agir e contemplar.
Permite ser força do grupo e receber força do grupo.
Zona 3: quando o espaço de movimento se estreita
Na Zona 3, o corpo passa a carregar para o próximo passo tensões que pertenciam ao passo anterior.
A atenção começa a gravitar ao redor de ameaças, culpas, vergonhas, pressas, inimigos, dívidas, desejos e medos.
O grupo organiza direção.
Organiza identidade.
Organiza obediência.
Organiza ataque.
Organiza defesa.
Organiza congelamento.
Aqui aparece o Jiwasa Falso.
A pessoa sente força coletiva.
A atenção permanece ocupada.
As tensões continuam ativas.
A Fruição perde espaço.
A Metacognição perde espaço.
A criticidade diminui.
A liberdade interna enfraquece.
O Corpo-Território passa a ser movido pelas necessidades, medos e ódios do grupo.
O Tekoha passa a carregar marcas de outros momentos.
O corpo carrega para o presente tensões construídas em outros contextos.
Essas tensões orientam percepção, emoção e decisão.
O corpo obedece a uma crença antiga.
O corpo defende um grupo que já pode ter mudado de função.
O corpo repete tensões de um momento anterior em outro momento que pede outro corpo.
Pedra na Zona 3: rapidez com pouco espaço de escolha
Na Zona 3, a Pedra pode assumir a tomada de decisão com pouco espaço de Metacognição.
A pessoa responde rápido.
Responde com certeza.
Repete o grupo.
E acredita que está pensando por si.
Esse é um dos mecanismos mais profundos da colonização do pertencimento.
O corpo automatiza aquilo que o grupo ensinou a temer.
Depois chama isso de verdade.
Na mata, quando a atenção fica ocupada pelos impedimentos, o corpo endurece.
O movimento diminui.
O APUS estreita.
A Pedra assume.
O corpo congela.
Na vida social acontece algo parecido.
Quando a atenção fica ocupada por inimigos, ameaças, vergonhas e dívidas, os movimentos possíveis diminuem.
A pessoa continua agindo.
Mas age dentro de um corredor estreito.
O Tekoha saudável amplia caminhos.
O Tekoha fragilizado estreita caminhos.
Tekoha saudável: memória de caminhos possíveis
O direito de viver onde o corpo respira é direito à moradia, à cidade, à natureza e também à formação de um Tekoha saudável.
Um Tekoha capaz de sustentar Zona 2.
Um Tekoha capaz de voltar à Fruição.
Um Tekoha capaz de perceber seus Eus Tensionais.
Um Tekoha capaz de reconhecer quando o grupo virou captura.
Um Tekoha capaz de encontrar caminhos na mata, na escola, na cidade, na política e dentro do próprio corpo.
Tekoha saudável é memória de caminhos possíveis.
É o APUS lembrando ao corpo que ainda existe passagem.
O que os trabalhos recentes do Brain estão mostrando
Os trabalhos apresentados nos congressos Brain Behavior and Emotions entre 2021 e 2025 ajudam a perceber essa paisagem contemporânea.
Muitos investigam fenômenos que aparecem quando o Corpo-Território perde regulação.
Uso problemático de smartphone.
Gaming disorder.
Dependência química.
Compulsões.
Sofrimento emocional.
Saúde mental universitária.
Isolamento.
Atividade física.
Sintomas negativos.
Regulação autonômica.
Intervenções cerebrais.
Funcionalidade social.
A gente precisa elogiar esses pesquisadores.
Eles estão olhando para corpos reais, estudantes reais, pacientes reais, sintomas reais e populações brasileiras ou latino-americanas concretas.
O que a BrainLatam2026 acrescenta é uma nova pergunta:
quais desses fenômenos expressam Tekoha fragilizado e redução dos movimentos possíveis?
Quando a rua desaparece,
quando a praça deixa de reunir,
quando a floresta se afasta,
quando os adultos deixam de ser referências vivas,
a tela assume o papel de território formador.
O algoritmo passa a disputar o Yãy hã mĩy.
Quando o adolescente perde pertencimento escolar, o algoritmo oferece pertencimento imediato.
Quando a estabilidade econômica se fragiliza, a atenção passa a gravitar ao redor da sobrevivência.
O corpo reorganiza prioridades.
O Tekoha também se reorganiza.
Quando a política transforma tudo em inimigo, a Pedra assume decisões rápidas.
Quando a cidade oferece pouco espaço para caminhar, brincar, descansar e conviver, o Corpo-Território procura compensações.
Assim, dependência digital, gaming excessivo, compulsões e sofrimento emocional podem ser relidos também como sintomas de uma crise do Tekoha.
Aparece uma crise de território interno e externo que permita Fruição, Metacognição, criticidade e pertencimento verdadeiro.
Tekoha e ciência
A ciência contemporânea já começa a medir partes desse fenômeno.
A neurociência da interocepção mostra como o cérebro acompanha estados internos do corpo.
A propriocepção mostra como movimento e posição corporal sustentam percepção e ação.
A cognição incorporada mostra que pensar acontece com o corpo.
As pesquisas sobre ambiente e saúde mental mostram que espaço, natureza, ruído, segurança, luz e convivência afetam atenção, estresse e bem-estar.
As pesquisas sobre atividade física mostram que corpo em movimento modifica saúde mental.
As pesquisas sobre dependência digital e gaming mostram que ambientes virtuais podem capturar recompensa, atenção e pertencimento.
As pesquisas com fNIRS, EEG, HRV, GSR, respiração e eye-tracking permitem medir como corpo, cérebro e ambiente se acoplam.
Assim, a pergunta se amplia:
que Tekoha está sendo formado dentro do Corpo-Território?
Referências científicas e caminhos experimentais
Damasio, A. “The Strange Order of Things.”
A teoria damasiana sustenta a mente como processo corporal, afetivo e regulatório.
Experimento: medir como ambientes e memórias territoriais modificam relatos corporais, sensação de segurança, respiração, HRV e tomada de decisão.
Berntson, G. G., & Khalsa, S. S. “Neural Circuits of Interoception.” Trends in Neurosciences.
A interocepção mostra como o cérebro acompanha estados internos do corpo.
Experimento: observar se memórias de casa, escola, bairro, religião e grupo alteram percepção interoceptiva, GSR, respiração e atividade pré-frontal.
Kahneman, D. “Thinking, Fast and Slow.”
A distinção entre pensamento rápido e pensamento devagar ajuda a traduzir Pedra e Tesoura em linguagem acessível para crianças e adolescentes.
Experimento: usar tarefas de decisão rápida e decisão refletida, associadas a EEG, fNIRS, HRV e respiração, para observar transições entre Pedra, Tesoura e Papel.
Mondardo, M. Trabalhos sobre Tekoha e território Guarani.
O conceito de Tekoha ajuda a compreender território como modo de vida, cultura, luta, memória e pertencimento.
Experimento: comparar mapas afetivos de território em jovens urbanos, indígenas, rurais e periféricos.
Mura, F. “O Tekoha como categoria histórica.”
O Tekoha aparece como categoria histórica e relacional, não apenas como espaço físico.
Experimento: investigar como narrativas familiares, alimentação, crenças e deslocamentos formam memórias corporais de pertencimento.
Kaplan, S., & Kaplan, R. “The Experience of Nature.”
A Teoria da Restauração da Atenção sugere que ambientes naturais favorecem recuperação atencional.
Experimento: comparar tarefa de atenção antes e depois de sala fechada, praça urbana, floresta e exposição digital intensa.
Ulrich, R. S. “View Through a Window May Influence Recovery from Surgery.” Science.
O estudo clássico mostrou associação entre vista para natureza e recuperação hospitalar mais favorável.
Experimento: testar se paisagens naturais reduzem tensão corporal, GSR e frequência respiratória em comparação com ambientes urbanos densos.
Twohig-Bennett, C., & Jones, A. “The health benefits of the great outdoors.” Environmental Research.
A revisão associa exposição a áreas verdes a diferentes indicadores de saúde.
Experimento: acompanhar HRV, sono, humor, atividade física e pertencimento em pessoas com diferentes níveis de acesso a áreas verdes.
Jimenez, M. P., et al. “Associations between Nature Exposure and Health.”
A revisão discute associações entre natureza e saúde física, mental e social.
Experimento: comparar grupos com baixa, média e alta exposição semanal à natureza, medindo atenção, GSR, HRV, respiração e escalas de pertencimento.
Trabalhos Brain Behavior and Emotions 2021–2025 sobre smartphone, gaming, dependência, saúde mental, atividade física, sintomas negativos e funcionalidade social.
Esses trabalhos ajudam a observar como comportamentos contemporâneos podem indicar perda de regulação corporal, social e territorial.
Experimento: reinterpretar esses fenômenos pela lente do Tekoha, verificando se acesso a natureza, escola acolhedora, pertencimento comunitário, atividade física coletiva e redução de captura digital diminuem risco de sofrimento e compulsão.
Proposta experimental BrainLatam2026
Pergunta central:
ambientes que ampliam APUS e fortalecem Tekoha saudável aumentam Zona 2, Papel, Fruição, Metacognição, criticidade, criatividade e Jiwasa Verdadeiro, reduzindo o estreitamento de movimentos possíveis associado à Zona 3, Jiwasa Falso e Pedra automatizada?
Desenho experimental:
Comparar quatro condições:
sala fechada sem natureza;
sala com elementos naturais;
praça urbana arborizada;
ambiente natural ou floresta.
Comparar também três estados sociais:
grupo cooperativo com confiança;
grupo competitivo com ameaça;
grupo polarizado com inimigo simbólico.
Participantes:
adolescentes;
universitários;
professores;
idosos;
grupos comunitários.
Tarefas:
atenção sustentada;
memória de trabalho;
tarefa criativa;
roda de decisão coletiva;
atividade física cooperativa;
exposição controlada a redes sociais;
relato Corpo-Território;
mapa afetivo do bairro;
identificação de Eus Tensionais;
exercício de Fruição e Metacognição;
brincadeira Papel, Pedra e Tesoura como linguagem de auto-observação.
Medidas:
fNIRS pré-frontal;
EEG;
EEG microstates;
HRV/RMSSD;
GSR;
respiração;
SpO₂;
eye-tracking;
acelerometria;
análise de fala;
escalas de pertencimento;
escalas de segurança;
escalas de criatividade;
escalas de uso problemático de smartphone;
escalas de gaming;
medidas de polarização e rigidez de crença.
Hipótese:
ambientes com natureza, segurança, abertura espacial, convivência e pertencimento verdadeiro aumentarão marcadores de Zona 2: melhor regulação autonômica, maior estabilidade atencional, maior criatividade, maior Metacognição e maior cooperação.
Ambientes de ameaça, polarização, captura digital e pertencimento fragilizado aumentarão marcadores de Zona 3: maior rigidez, maior automatismo, maior GSR, menor HRV, menor flexibilidade cognitiva e maior predominância de respostas rápidas associadas à Pedra.
Como transformar esta evidência em política pública?
Se você é candidato à Presidência da República
Proponha o Programa Nacional Tekoha-APUS de Corpo-Território, integrando habitação, escola, SUS, cultura, esporte, floresta em pé, DREX Cidadão, crédito de carbono territorial e prevenção da captura digital para garantir o Direito de Viver Onde o Corpo Respira.
Se você é candidato ao Senado
Proponha um Marco Legal do Direito ao Corpo-Território, reconhecendo áreas verdes, qualidade do ar, segurança para caminhar, escolas vivas, cultura local, saúde mental territorial, proteção da infância contra captura algorítmica e pertencimento comunitário como fundamentos do Estado Laico Democrático.
Se você é candidato a Governador
Crie Centros Estaduais Tekoha-APUS e Human Behavior Map, conectando universidades, escolas, SUS, arquitetura, urbanismo, comunidades tradicionais e laboratórios EEG/fNIRS para medir como território, paisagem, ambiente, crença e grupo afetam saúde mental, aprendizagem, criatividade e Zona 2.
Se você é candidato a Deputado Federal
Destine recursos para pesquisas multicêntricas sobre cidade, natureza, escola, fNIRS, EEG, HRV, GSR, respiração, eye-tracking, Tekoha, Zona 2, Zona 3, dependência digital, juventude e saúde mental.
Se você é candidato a Deputado Estadual
Apoie projetos-piloto em escolas, bairros, aldeias, quilombos, unidades de saúde e praças públicas para criar territórios de Fruição, hortas comunitárias, trilhas educativas, rodas de cuidado, bibliotecas vivas, esporte coletivo, cultura local e espaços seguros de convivência.
DREX Cidadão e o direito econômico de permanecer no território
A economia também molda Tekoha.
Quando a pessoa precisa abandonar sua cidade, sua família, sua floresta, seu bairro, sua cultura ou sua paisagem apenas para sobreviver, o Corpo-Território se rompe.
E quando o Corpo-Território se rompe, o Tekoha também se fere.
Por isso, o DREX Cidadão entra como metabolismo econômico do Estado.
Ele pode ser pensado como energia mínima para manter o corpo vivo no território vivo.
Quando combinado com crédito de carbono, floresta em pé, economia local, escola, saúde, cultura e pertencimento, o DREX Cidadão pode reduzir a obediência econômica e fortalecer o direito de viver onde o corpo respira.
A economia pode permitir que cada Corpo-Território floresça com dignidade.
Frases para plano de governo
Tekoha é a memória viva do APUS dentro do corpo.
APUS é a Propriocepção Estendida; Tekoha é quando essa extensão vira memória, alimento, crença, costume, pertencimento e modo de ser.
O direito de viver onde o corpo respira é também o direito de formar um Tekoha saudável.
Pedra é rapidez, proteção e automatismo.
Tesoura é recorte, classificação e discernimento.
Papel é Fruição, Metacognição e pertencimento em Zona 2.
Zona 2 é quando o corpo pertence com Fruição, Metacognição, criticidade e Jiwasa Verdadeiro.
Jiwasa Verdadeiro é sentir: eu sou a força do grupo que me move, com liberdade interna.
Zona 3 é quando o espaço de movimentos possíveis se estreita e o corpo passa a carregar tensões antigas para novos momentos.
Uma cidade saudável é a que permite que seus corpos respirem, aprendam, convivam e criem.
Tekoha saudável sustenta pertencimento.
Tekoha fragilizado abre espaço para que pertencimento seja substituído por consumo, medo, dívida ou polarização.
DREX Cidadão é o metabolismo econômico mínimo para que o corpo permaneça vivo em seu território.
Uma política pública verdadeira pergunta que tipo de corpo, mente, Tekoha e pertencimento cada obra vai produzir.
Tekoha, APUS e Jiwasa formam uma tríade para o Estado do futuro: território vivo, corpo situado e coletivo que regula vida com criticidade.