Jackson Cionek
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Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira

Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira

Human Behavior Map: do DNA ao Corpo-Território

Imagine entrar em uma área de Mata Atlântica sem trilha.

O corpo observa.

O corpo escuta.

O corpo sente o chão.

Entre folhas, galhos, raízes, pedras, cipós e árvores, surge uma pergunta silenciosa:

por onde a vida pode continuar?

Uma raiz vira apoio.

Uma abertura entre folhas vira direção.

Um espaço entre galhos vira caminho.

Um tronco inclinado vira referência.

O movimento nasce da percepção das possibilidades.

Quando a atenção encontra passagem, o corpo se desloca.

Quando o corpo percebe caminho, o APUS se amplia.

Quando o APUS se amplia, o Tekoha começa a respirar.

Esse insight da mata ajuda a compreender o Blog 9.

O Corpo-Território se move melhor quando percebe o que pode fazer, por onde pode passar, como pode ajustar o passo e como pode seguir com presença.

A atenção que procura caminhos amplia o APUS.

A atenção que fica presa em impedimentos estreita o APUS. 

Por isso, no Human Behavior Map, o direito de viver onde o corpo respira é também o direito de formar um Tekoha capaz de perceber possibilidades.

Tekoha: o APUS vivendo dentro do corpo

Tekoha é o lugar onde se vive.

E também é a memória viva do APUS dentro do corpo.

É a representação interna da Propriocepção Estendida.

É aquilo que o Corpo-Território aprendeu a sentir como mundo, casa, alimento, costume, crença, grupo, perigo, desejo, pertencimento e futuro.

Na Mente Damasiana, a mente nasce da relação entre interocepção e propriocepção.

No Human Behavior Map, essa relação se amplia:

Interocepção + Propriocepção = Mente Damasiana.
Propriocepção Estendida = APUS.
APUS internalizado no corpo = Tekoha.

Tekoha é o território que virou memória corporal.

É o APUS vivendo dentro da interocepção.

A casa fica dentro do corpo.

A comida fica dentro do corpo.

A escola fica dentro do corpo.

A língua fica dentro do corpo.

A crença fica dentro do corpo.

A paisagem fica dentro do corpo.

O grupo fica dentro do corpo.

A alegria fica dentro do corpo.

A esperança fica dentro do corpo.

O medo também fica dentro do corpo.

Tudo isso forma o Tekoha.

Yãy hã mĩy e a formação do Tekoha

O Tekoha nasce pelo viver.

Ele é formado pelo Yãy hã mĩy, conceito de origem Maxakali, que trabalhamos como o processo de imitar-se SER para transcender-se SER.

A criança aprende imitando.

Imita o olhar.

Imita o tom de voz.

Imita o alimento.

Imita o gesto.

Imita a coragem.

Imita a reza.

Imita a raiva.

Imita a forma de amar.

Imita a forma de obedecer.

Imita a forma de pertencer.

Cada imitação deixa marcas no corpo.

Essas marcas formam caminhos internos.

Esses caminhos internos formam Tekoha.

O ser humano imita.

E também pode transcender aquilo que imitou.

Quando a gente percebe uma crença, um costume, uma tensão ou um medo como algo aprendido, abre-se a possibilidade de Metacognição.

Nesse momento, o Tekoha deixa de ser repetição automática e vira caminho de transformação.

A gente acolhe a própria história.

A gente percebe a própria história dentro do corpo.

E então pode escolher melhor o que continua nos movendo.

APUS: o campo dos movimentos possíveis

APUS é a Propriocepção Estendida.

A propriocepção tradicional permite perceber a posição do corpo: mão, pé, coluna, cabeça, movimento.

Mas o corpo humano sente também o espaço.

Sente a parede perto demais.

Sente a rua insegura.

Sente a sala apertada.

Sente a escola fria.

Sente a praça acolhedora.

Sente a floresta respirando.

Sente a paisagem abrindo futuro.

APUS é o campo dos movimentos possíveis percebidos pelo Corpo-Território.

Na mata, APUS é perceber onde o pé pode apoiar.

Na escola, APUS é perceber onde a atenção pode crescer.

Na casa, APUS é perceber onde o corpo pode descansar.

Na cidade, APUS é perceber onde a convivência pode acontecer.

Na política, APUS é perceber onde a vida coletiva pode se organizar.

Quando esse APUS é repetido muitas vezes, ele vira memória corporal.

Essa memória é Tekoha.

Papel, Pedra e Tesoura: uma brincadeira para entender o cérebro

O Human Behavior Map usa a brincadeira Papel, Pedra e Tesoura para levar às crianças, adolescentes e adultos uma forma simples de perceber como o próprio cérebro pode estar ativando em cada momento.

Pedra, Tesoura e Papel são modos de organização do Corpo-Território.

A brincadeira vira linguagem pedagógica.

A criança pode perguntar:

estou em Pedra?

estou em Tesoura?

estou em Papel?

Essa pergunta já abre Metacognição.

Ela ajuda a perceber o próprio corpo funcionando.

Ajuda a perceber o próprio pensamento se movendo.

Ajuda a perceber quando o grupo amplia ou estreita os caminhos possíveis.

Pedra: rapidez, automatismo e proteção

Pedra é rapidez.

Pedra é ação.

Pedra é automatismo.

Pedra é o pensar rápido descrito por Daniel Kahneman.

O corpo percebe.

O corpo reage.

O corpo decide.

O corpo replica.

O corpo protege.

O corpo ataca.

O corpo congela.

O corpo foge.

O corpo executa.

Na Zona 1, Pedra é fundamental.

Permite andar, dirigir, cozinhar, escrever, tocar piano, responder a um perigo e realizar tarefas repetidas com eficiência.

A Pedra oferece velocidade ao Corpo-Território.

Ela sustenta boa parte da vida cotidiana.

Na mata, Pedra aparece quando o corpo ajusta o passo rapidamente.

A raiz surge.

O pé responde.

O galho toca o braço.

O corpo desvia.

A Pedra trabalha a favor da vida.

Tesoura: recorte, classificação e discernimento

Tesoura é análise.

Tesoura é recorte.

Tesoura é classificação.

Tesoura é escrutínio.

Tesoura é o pensar devagar de Kahneman.

Aqui o pré-frontal ganha protagonismo.

A pessoa compara.

Organiza.

Questiona.

Classifica.

Separa.

Escolhe.

A Tesoura permite discernimento.

Ela ajuda a separar crença de evidência, impulso de decisão, medo de realidade, caminho de repetição automática.

Na pesquisa científica, Tesoura é essencial.

Na política pública, Tesoura é essencial.

Na educação, Tesoura é essencial.

Na vida cotidiana, Tesoura ajuda o Corpo-Território a perceber com mais precisão.

Esse Eu Tensional da Tesoura pode vir acompanhado de foco intenso, respiração mais curta e alta, aumento de CO₂ de aproximadamente 40 para 45 mmHg e vasodilatação cerebral, especialmente em regiões pré-frontais envolvidas em controle, classificação e tomada de decisão.

A Tesoura produz precisão.

Mas, na brincadeira Papel, Pedra e Tesoura, quem vence a Tesoura é a Pedra.

Isso nos lembra que, depois de analisar, classificar, recortar e planejar, o Corpo-Território precisa voltar ao fazer.

A Pedra incorpora a ação prática.

Ela transforma o que foi planejado em gesto, movimento, tentativa, execução e experiência.

Mas a Pedra também precisa encontrar o Papel.

Porque o Papel vence a Pedra.

O Papel abre Fruição e Metacognição sobre o fazer incorporado.

É aqui que a gente questiona a fé cega em um plano, em um costume, em uma crença ou em um fazer que pode estar sustentado por vieses cognitivos.

Assim, a brincadeira ensina:

Tesoura analisa.

Pedra faz.

Papel contempla, percebe e amplia.

O ciclo saudável do Corpo-Território é analisar, fazer, perceber e transformar.

Papel: Fruição, Metacognição e Zona 2

Papel é o conectoma da Fruição com Metacognição.

É o estado em que o fazer e o ser se contemplam.

A ação continua acontecendo.

E o corpo percebe a ação acontecendo.

O ser percebe o fazer.

O fazer revela o ser.

Aqui aparece o Yãy hã mĩy de alta performance.

É o imitar-se SER para transcender-se SER com presença, pertencimento e liberdade interna.

Na Zona 2, aparecem:

Fruição.

Metacognição.

Criticidade.

Pertencimento.

Criatividade.

Respiração.

Presença.

Escolha.

Na Zona 2, a pessoa percebe seus Eus Tensionais e escolhe como utilizá-los.

Ela percebe:

“este é meu Eu Professor, e eu sou mais do que ele.”

“este é meu Eu Político, e eu sou mais do que ele.”

“este é meu Eu Ferido, e eu sou mais do que ele.”

“este é meu Eu que aprendeu a obedecer, e eu sou mais do que ele.”

É aqui que o Tekoha pode ser visto.

E quando o Tekoha pode ser visto, ele pode ser transformado.

Zona 1: os Eus Tensionais em tarefa

Na Zona 1, os Eus Tensionais estão ativos para realizar tarefas.

O Eu Professor.

O Eu Pesquisador.

O Eu Pai.

O Eu Mãe.

O Eu Músico.

O Eu Político.

O Eu Motorista.

O Eu Trabalhador.

Esses Eus Tensionais organizam movimento, atenção, postura, linguagem, memória, energia e decisão.

Na Zona 1 saudável, o corpo assume a tensão necessária para o fazer.

O fazer encontra seu próprio encerramento.

O corpo realiza a tarefa.

O corpo devolve a tensão ao território.

O próximo momento pode nascer inteiro.

Zona 2: quando o grupo vira força de pertencimento

Na Zona 2, o pertencimento sustenta liberdade interna.

O grupo amplia caminhos.

O grupo acolhe.

O grupo protege.

O grupo distribui força.

O grupo sustenta confiança.

O grupo regula vida.

É aqui que surge o Jiwasa Verdadeiro.

Na Zona 2, a experiência profunda é:

eu sou a força do grupo que me move.

Isso preserva o eu.

E revela o nós.

O grupo vive em mim.

Eu vivo no grupo.

E ambos permanecem capazes de Metacognição.

O Jiwasa Verdadeiro permite que a pessoa se mova com o grupo sem entregar sua criticidade.

Permite pertencer e pensar.

Permite cooperar e criar.

Permite agir e contemplar.

Permite ser força do grupo e receber força do grupo.

Zona 3: quando o espaço de movimento se estreita

Na Zona 3, o corpo passa a carregar para o próximo passo tensões que pertenciam ao passo anterior.

A atenção começa a gravitar ao redor de ameaças, culpas, vergonhas, pressas, inimigos, dívidas, desejos e medos.

O grupo organiza direção.

Organiza identidade.

Organiza obediência.

Organiza ataque.

Organiza defesa.

Organiza congelamento.

Aqui aparece o Jiwasa Falso.

A pessoa sente força coletiva.

A atenção permanece ocupada.

As tensões continuam ativas.

A Fruição perde espaço.

A Metacognição perde espaço.

A criticidade diminui.

A liberdade interna enfraquece.

O Corpo-Território passa a ser movido pelas necessidades, medos e ódios do grupo.

O Tekoha passa a carregar marcas de outros momentos.

O corpo carrega para o presente tensões construídas em outros contextos.

Essas tensões orientam percepção, emoção e decisão.

O corpo obedece a uma crença antiga.

O corpo defende um grupo que já pode ter mudado de função.

O corpo repete tensões de um momento anterior em outro momento que pede outro corpo.

Pedra na Zona 3: rapidez com pouco espaço de escolha

Na Zona 3, a Pedra pode assumir a tomada de decisão com pouco espaço de Metacognição.

A pessoa responde rápido.

Responde com certeza.

Repete o grupo.

E acredita que está pensando por si.

Esse é um dos mecanismos mais profundos da colonização do pertencimento.

O corpo automatiza aquilo que o grupo ensinou a temer.

Depois chama isso de verdade.

Na mata, quando a atenção fica ocupada pelos impedimentos, o corpo endurece.

O movimento diminui.

O APUS estreita.

A Pedra assume.

O corpo congela.

Na vida social acontece algo parecido.

Quando a atenção fica ocupada por inimigos, ameaças, vergonhas e dívidas, os movimentos possíveis diminuem.

A pessoa continua agindo.

Mas age dentro de um corredor estreito.

O Tekoha saudável amplia caminhos.

O Tekoha fragilizado estreita caminhos.

Tekoha saudável: memória de caminhos possíveis

O direito de viver onde o corpo respira é direito à moradia, à cidade, à natureza e também à formação de um Tekoha saudável.

Um Tekoha capaz de sustentar Zona 2.

Um Tekoha capaz de voltar à Fruição.

Um Tekoha capaz de perceber seus Eus Tensionais.

Um Tekoha capaz de reconhecer quando o grupo virou captura.

Um Tekoha capaz de encontrar caminhos na mata, na escola, na cidade, na política e dentro do próprio corpo.

Tekoha saudável é memória de caminhos possíveis.

É o APUS lembrando ao corpo que ainda existe passagem.

O que os trabalhos recentes do Brain estão mostrando

Os trabalhos apresentados nos congressos Brain Behavior and Emotions entre 2021 e 2025 ajudam a perceber essa paisagem contemporânea.

Muitos investigam fenômenos que aparecem quando o Corpo-Território perde regulação.

Uso problemático de smartphone.

Gaming disorder.

Dependência química.

Compulsões.

Sofrimento emocional.

Saúde mental universitária.

Isolamento.

Atividade física.

Sintomas negativos.

Regulação autonômica.

Intervenções cerebrais.

Funcionalidade social.

A gente precisa elogiar esses pesquisadores.

Eles estão olhando para corpos reais, estudantes reais, pacientes reais, sintomas reais e populações brasileiras ou latino-americanas concretas.

O que a BrainLatam2026 acrescenta é uma nova pergunta:

quais desses fenômenos expressam Tekoha fragilizado e redução dos movimentos possíveis?

Quando a rua desaparece,

quando a praça deixa de reunir,

quando a floresta se afasta,

quando os adultos deixam de ser referências vivas,

a tela assume o papel de território formador.

O algoritmo passa a disputar o Yãy hã mĩy.

Quando o adolescente perde pertencimento escolar, o algoritmo oferece pertencimento imediato.

Quando a estabilidade econômica se fragiliza, a atenção passa a gravitar ao redor da sobrevivência.

O corpo reorganiza prioridades.

O Tekoha também se reorganiza.

Quando a política transforma tudo em inimigo, a Pedra assume decisões rápidas.

Quando a cidade oferece pouco espaço para caminhar, brincar, descansar e conviver, o Corpo-Território procura compensações.

Assim, dependência digital, gaming excessivo, compulsões e sofrimento emocional podem ser relidos também como sintomas de uma crise do Tekoha.

Aparece uma crise de território interno e externo que permita Fruição, Metacognição, criticidade e pertencimento verdadeiro.

Tekoha e ciência

A ciência contemporânea já começa a medir partes desse fenômeno.

A neurociência da interocepção mostra como o cérebro acompanha estados internos do corpo.

A propriocepção mostra como movimento e posição corporal sustentam percepção e ação.

A cognição incorporada mostra que pensar acontece com o corpo.

As pesquisas sobre ambiente e saúde mental mostram que espaço, natureza, ruído, segurança, luz e convivência afetam atenção, estresse e bem-estar.

As pesquisas sobre atividade física mostram que corpo em movimento modifica saúde mental.

As pesquisas sobre dependência digital e gaming mostram que ambientes virtuais podem capturar recompensa, atenção e pertencimento.

As pesquisas com fNIRS, EEG, HRV, GSR, respiração e eye-tracking permitem medir como corpo, cérebro e ambiente se acoplam.

Assim, a pergunta se amplia:

que Tekoha está sendo formado dentro do Corpo-Território?

Referências científicas e caminhos experimentais

Damasio, A. “The Strange Order of Things.”
A teoria damasiana sustenta a mente como processo corporal, afetivo e regulatório.
Experimento: medir como ambientes e memórias territoriais modificam relatos corporais, sensação de segurança, respiração, HRV e tomada de decisão.

Berntson, G. G., & Khalsa, S. S. “Neural Circuits of Interoception.” Trends in Neurosciences.
A interocepção mostra como o cérebro acompanha estados internos do corpo.
Experimento: observar se memórias de casa, escola, bairro, religião e grupo alteram percepção interoceptiva, GSR, respiração e atividade pré-frontal.

Kahneman, D. “Thinking, Fast and Slow.”
A distinção entre pensamento rápido e pensamento devagar ajuda a traduzir Pedra e Tesoura em linguagem acessível para crianças e adolescentes.
Experimento: usar tarefas de decisão rápida e decisão refletida, associadas a EEG, fNIRS, HRV e respiração, para observar transições entre Pedra, Tesoura e Papel.

Mondardo, M. Trabalhos sobre Tekoha e território Guarani.
O conceito de Tekoha ajuda a compreender território como modo de vida, cultura, luta, memória e pertencimento.
Experimento: comparar mapas afetivos de território em jovens urbanos, indígenas, rurais e periféricos.

Mura, F. “O Tekoha como categoria histórica.”
O Tekoha aparece como categoria histórica e relacional, não apenas como espaço físico.
Experimento: investigar como narrativas familiares, alimentação, crenças e deslocamentos formam memórias corporais de pertencimento.

Kaplan, S., & Kaplan, R. “The Experience of Nature.”
A Teoria da Restauração da Atenção sugere que ambientes naturais favorecem recuperação atencional.
Experimento: comparar tarefa de atenção antes e depois de sala fechada, praça urbana, floresta e exposição digital intensa.

Ulrich, R. S. “View Through a Window May Influence Recovery from Surgery.” Science.
O estudo clássico mostrou associação entre vista para natureza e recuperação hospitalar mais favorável.
Experimento: testar se paisagens naturais reduzem tensão corporal, GSR e frequência respiratória em comparação com ambientes urbanos densos.

Twohig-Bennett, C., & Jones, A. “The health benefits of the great outdoors.” Environmental Research.
A revisão associa exposição a áreas verdes a diferentes indicadores de saúde.
Experimento: acompanhar HRV, sono, humor, atividade física e pertencimento em pessoas com diferentes níveis de acesso a áreas verdes.

Jimenez, M. P., et al. “Associations between Nature Exposure and Health.”
A revisão discute associações entre natureza e saúde física, mental e social.
Experimento: comparar grupos com baixa, média e alta exposição semanal à natureza, medindo atenção, GSR, HRV, respiração e escalas de pertencimento.

Trabalhos Brain Behavior and Emotions 2021–2025 sobre smartphone, gaming, dependência, saúde mental, atividade física, sintomas negativos e funcionalidade social.
Esses trabalhos ajudam a observar como comportamentos contemporâneos podem indicar perda de regulação corporal, social e territorial.
Experimento: reinterpretar esses fenômenos pela lente do Tekoha, verificando se acesso a natureza, escola acolhedora, pertencimento comunitário, atividade física coletiva e redução de captura digital diminuem risco de sofrimento e compulsão.

Proposta experimental BrainLatam2026

Pergunta central:

ambientes que ampliam APUS e fortalecem Tekoha saudável aumentam Zona 2, Papel, Fruição, Metacognição, criticidade, criatividade e Jiwasa Verdadeiro, reduzindo o estreitamento de movimentos possíveis associado à Zona 3, Jiwasa Falso e Pedra automatizada?

Desenho experimental:

Comparar quatro condições:

sala fechada sem natureza;
sala com elementos naturais;
praça urbana arborizada;
ambiente natural ou floresta.

Comparar também três estados sociais:

grupo cooperativo com confiança;
grupo competitivo com ameaça;
grupo polarizado com inimigo simbólico.

Participantes:

adolescentes;
universitários;
professores;
idosos;
grupos comunitários.

Tarefas:

atenção sustentada;
memória de trabalho;
tarefa criativa;
roda de decisão coletiva;
atividade física cooperativa;
exposição controlada a redes sociais;
relato Corpo-Território;
mapa afetivo do bairro;
identificação de Eus Tensionais;
exercício de Fruição e Metacognição;
brincadeira Papel, Pedra e Tesoura como linguagem de auto-observação.

Medidas:

fNIRS pré-frontal;
EEG;
EEG microstates;
HRV/RMSSD;
GSR;
respiração;
SpO₂;
eye-tracking;
acelerometria;
análise de fala;
escalas de pertencimento;
escalas de segurança;
escalas de criatividade;
escalas de uso problemático de smartphone;
escalas de gaming;
medidas de polarização e rigidez de crença.

Hipótese:

ambientes com natureza, segurança, abertura espacial, convivência e pertencimento verdadeiro aumentarão marcadores de Zona 2: melhor regulação autonômica, maior estabilidade atencional, maior criatividade, maior Metacognição e maior cooperação.

Ambientes de ameaça, polarização, captura digital e pertencimento fragilizado aumentarão marcadores de Zona 3: maior rigidez, maior automatismo, maior GSR, menor HRV, menor flexibilidade cognitiva e maior predominância de respostas rápidas associadas à Pedra.

Como transformar esta evidência em política pública?

Se você é candidato à Presidência da República

Proponha o Programa Nacional Tekoha-APUS de Corpo-Território, integrando habitação, escola, SUS, cultura, esporte, floresta em pé, DREX Cidadão, crédito de carbono territorial e prevenção da captura digital para garantir o Direito de Viver Onde o Corpo Respira.

Se você é candidato ao Senado

Proponha um Marco Legal do Direito ao Corpo-Território, reconhecendo áreas verdes, qualidade do ar, segurança para caminhar, escolas vivas, cultura local, saúde mental territorial, proteção da infância contra captura algorítmica e pertencimento comunitário como fundamentos do Estado Laico Democrático.

Se você é candidato a Governador

Crie Centros Estaduais Tekoha-APUS e Human Behavior Map, conectando universidades, escolas, SUS, arquitetura, urbanismo, comunidades tradicionais e laboratórios EEG/fNIRS para medir como território, paisagem, ambiente, crença e grupo afetam saúde mental, aprendizagem, criatividade e Zona 2.

Se você é candidato a Deputado Federal

Destine recursos para pesquisas multicêntricas sobre cidade, natureza, escola, fNIRS, EEG, HRV, GSR, respiração, eye-tracking, Tekoha, Zona 2, Zona 3, dependência digital, juventude e saúde mental.

Se você é candidato a Deputado Estadual

Apoie projetos-piloto em escolas, bairros, aldeias, quilombos, unidades de saúde e praças públicas para criar territórios de Fruição, hortas comunitárias, trilhas educativas, rodas de cuidado, bibliotecas vivas, esporte coletivo, cultura local e espaços seguros de convivência.

DREX Cidadão e o direito econômico de permanecer no território

A economia também molda Tekoha.

Quando a pessoa precisa abandonar sua cidade, sua família, sua floresta, seu bairro, sua cultura ou sua paisagem apenas para sobreviver, o Corpo-Território se rompe.

E quando o Corpo-Território se rompe, o Tekoha também se fere.

Por isso, o DREX Cidadão entra como metabolismo econômico do Estado.

Ele pode ser pensado como energia mínima para manter o corpo vivo no território vivo.

Quando combinado com crédito de carbono, floresta em pé, economia local, escola, saúde, cultura e pertencimento, o DREX Cidadão pode reduzir a obediência econômica e fortalecer o direito de viver onde o corpo respira.

A economia pode permitir que cada Corpo-Território floresça com dignidade.

Frases para plano de governo

Tekoha é a memória viva do APUS dentro do corpo.

APUS é a Propriocepção Estendida; Tekoha é quando essa extensão vira memória, alimento, crença, costume, pertencimento e modo de ser.

O direito de viver onde o corpo respira é também o direito de formar um Tekoha saudável.

Pedra é rapidez, proteção e automatismo.

Tesoura é recorte, classificação e discernimento.

Papel é Fruição, Metacognição e pertencimento em Zona 2.

Zona 2 é quando o corpo pertence com Fruição, Metacognição, criticidade e Jiwasa Verdadeiro.

Jiwasa Verdadeiro é sentir: eu sou a força do grupo que me move, com liberdade interna.

Zona 3 é quando o espaço de movimentos possíveis se estreita e o corpo passa a carregar tensões antigas para novos momentos.

Uma cidade saudável é a que permite que seus corpos respirem, aprendam, convivam e criem.

Tekoha saudável sustenta pertencimento.

Tekoha fragilizado abre espaço para que pertencimento seja substituído por consumo, medo, dívida ou polarização.

DREX Cidadão é o metabolismo econômico mínimo para que o corpo permaneça vivo em seu território.

Uma política pública verdadeira pergunta que tipo de corpo, mente, Tekoha e pertencimento cada obra vai produzir.

Tekoha, APUS e Jiwasa formam uma tríade para o Estado do futuro: território vivo, corpo situado e coletivo que regula vida com criticidade.









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Jackson Cionek

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