Como você vê o seu Crush

 

Oi meninas, Valentine’s day foi recentemente e, entrando no tema de romance, quem nunca teve um (ou mais) Crush que atire a primeira pedra, né? Mas já tiveram uma sensação de olhar para pessoa depois e vê-la diferente? Do tipo: “Nossa, eu tava apaixonada por essa pessoa mesmo?”.

Essa sensação depois que passa a paixão pode até parecer “dor de cotovelo”, mas existe sim uma explicação científica para explicar como você ver seu Crush e que pode explicar também como sua visão muda depois de não estar mais apaixonada.

Alguns estudos com Eye tracking mostra a dilatação da pupila quando em proximidade de quem se gosta/sente atração. Essa dilatação faz com aumente as “aberrações ópticas”. Ao espalhar fótons de luz, essas aberrações adicionam ruído posicional em termos de onde a luz atinge a retina, reduzindo assim as informações de alta frequência espacial e efetivamente tornando o mundo visual com foco mais suave. 

Na fotografia, o foco suave é frequentemente usado para produzir um brilho jovem e romântico. Assim, é possível que a dilatação da pupila sinalize atração por outros seres humanos e amplifique a atração, tornando os parceiros sociais em um foco mais suave e atraente, do que outras pessoas. Logo, quando a paixão acaba, você tende a enxergá-lo de um jeito diferente, sem esse “filtro romântico”.

Deixando claro que outros fatores contribuem muito mais para isso, como por exemplo o que motivo da pessoa deixar de ser seu Crush e lembrando que esse filtro também não é algo surreal e o modifica, como os filtros com efeitos das redes sociais. Porém ele existe e o tamanho da pupila nos ajuda a entender um pouco mais sobre.

 

 

Referências

ATCHISON, David A.; SMITH, George; EFRON, Nathan. The effect of pupil size on visual acuity in uncorrected and corrected myopia. American journal of optometry and physiological optics, v. 56, n. 5, p. 315-323, 1979.

 

Ebitz, R. B., & Moore, T. (2019). Both a gauge and a filter: Cognitive modulations of pupil size. Frontiers in neurology, 9, 1190.

 

WALSH, G.; CHARMAN, W. N. The effect of pupil centration and diameter on ocular performance. Vision Research, v. 28, n. 5, p. 659-665, 1988.

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